Arquivo mensais:junho 2013

Novo Tom Zé Povo

“Rua”, “novo”, “muito mais”, “nunca mais”. Com Tom Zé, surge a música de nossas manifestações. “Povo novo” é uma canção que nasce na história e sintetiza as contradições e virtudes do tempo que vivemos. Uma música que nos enche de esperança e afasta o medo.

Para o compositor, a rua é o espaço da angústia, do grito e da dor. Mesmo que não se saiba ainda por o quê gritar, ou que se tenha de maneira “crua” a consciência, é ali que as coisas se resolvem. É ali que, em “atos beatos”, recusa-se o “desfile pela paz”; que se exige cada vez mais direitos e dignidade; que se impõe um basta à velha política e à direita; que se extravasa a “azia” e a “gastura” que temos com ela.

Trata-se de um povo novo. De um momento diferente. Nele, meninas e meninos, jovens e velhos, trabalhadores, todos erguem a cabeça para deixar claro que não vão “calar a boca” — nunca mais. Não vão se ajoelhar à “políticaradura”.

Aos 76 anos, Tom Zé está sintonizado. Com alegria e simplicidade, seu violão passa a ser mais uma de nossas armas, todas boas, na luta por desabar a felicidade sobre os homens.

POVO NOVO

Quero gritar na
Próxima esqui na
Olha meni na
O que gritar ah/oh
O que gritar ah/oh

A minha dor está na rua
Ainda crua
Em ato um tanto beato, mas
Calar a boca, nunca mais!

O povo novo quer muito mais
Do que desfile pela paz
Mas
Quer muito mais

Quero gritar na
Próxima esqui na
Olha meni na
O que gritar ah/oh
O que gritar ah/oh

Olha, menino, que a direita
Já se azeita
Querendo entrar na receita, mas
De gororoba, nunca mais!

Já me deu azia, me deu gastura
Essa políticaradura
Dura,
Que rapa-dura!

A direita está isolada

Três fatos me parecem bastante claros esta semana:

1) A direita está isolada. Ontem, em São Paulo, a manifestação “pela volta dos militares ao poder” reuniu tão somente QUATRO manifestantes. Por todo Brasil, se espalham mobilizações por pautas progressistas. O fantasma do “fascismo” se esvaiu completamente. A direita – não o fascismo – segue e seguirá se organizando. FHC é entrevistado no Canal Livre, Serra no Roda Viva. Mas não encontram base real para dirigir e acumular com o movimento. Nas cidades em que o PSDB tem convocado manifestações, somente pelo fato do PT estar nas prefeituras, não raro a população desmascara a velha direita. Caiu a PEC 37 e o balanço é da mobilização e pressão popular, não da articulação conservadora em torno da pauta.

2) A mobilização se fortalece. Ontem, estivemos em quase 1000 contra Marco Feliciano e a “cura gay” pela Avenida Paulista e em frente à sede do PSC. Foi uma mobilização nacional. Em Brasília, obrigamos o presidente da Câmara de Deputados a nos receber, na defensiva. Crescem as mobilizações nas periferias e por causas populares. As Centrais Sindicais convocam greve geral para 11 de julho. No interior, tudo quanto é prefeitura ou câmara municipal está em maus lençóis. Ocuparam a Câmara Municipal de Santa Maria, no RS. Ocuparam a reitoria da UFMG. Em grandes capitais, a mobilização segue explosiva e vigorosa. Acumulam-se as conquistas. Os políticos tradicionais, representantes da burguesia, tremem de medo como nunca antes. Trabalham até tarde. Impõem uma pauta pela “positiva”. Recebem os movimentos. Prendem, pela primeira vez na história, um deputado corrupto, do PMDB. Tornam a corrupção crime hediondo. Sinalizam com o passe-livre para os estudantes. Derrubam a PEC 37. Prometem derrubar a “cura gay”. Demonstram, a cada declaração, que só a nossa luta seguirá trazendo conquistas.

3) Houve menos pessoas dentro do estádio Mineirão, ontem, do que fora, protestando. Ninguém tolera a farra da Copa do Mundo no Brasil, com o governo federal canalizando diretamente nosso dinheiro para o bolso das empreiteiras. Domingo, no Rio de Janeiro, deve ser ainda maior. E eis a terceira conclusão – para mim óbvia – de se tirar das manifestações dessa semana: ninguém topou os tais dos “pactos” da Dilma. Esse é o recado das centenas de milhares que continuam nas ruas. O discurso da presidenta, que mais parecia reciclagem de promessa eleitoral, não convenceu ninguém. Aliás, nem ela própria, o Ministro da Justiça ou a OAB, que, juntos, no dia seguinte ao pronunciamento, retrocederam naquela que parecia a proposta mais avançada: plebiscito e processo constituinte de Reforma Política. O discurso de Dilma é um engodo. Entre os que estão nas ruas e os senhores que estão nos gabinetes e bancos, o PT reafirma, a cada momento, uma escolha clara: está com os de cima. E não é este o sentido da movimentação dos de baixo. Podemos ter certeza: ao esvaziar a tentativa do governo federal de domesticar as ruas, isolamos cada vez mais, em todas suas representações, a direita brasileira.

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30 mil nas ruas da Zona Leste

Passei hoje por uma das experiências mais incríveis desde o início do extraordinário levante que estamos vivendo. 30 mil pessoas nas ruas da Zona Leste de São Paulo, saindo do Tatuapé e caminhando muito, muito mesmo, sem cansar (confesso que saí no meio da passeata) em direção ao centro. Estavam lá principalmente jovens, uma molecada de 15, 16, 17 anos. Outros com mais idade. Muitos casais. Alguns com filhos pequenos. Uma marcha predominantemente da classe média baixa, bastante popularizada. Espontânea, refletindo a massa brasileira que não quer, de modo algum, sair das ruas. Que sabe que 20 centavos é pouco. Que recusa a política da maneira como ela é hoje. Que desconfia das instituições e vê em suas próprias manifestações o caminho para construir um país diferente. Uma massa que não tem líderes, mas já começa, nas ruas, a perceber a importância de termos organização e reivindicações claras para vencer. Pegam pesado com a PEC-37, com a corrupção, com os gastos na Copa do Mundo, com os políticos burgueses e a mídia. Expressam, a cada canto, de maneira genuína, com palavrões e descontração, o tempo e a história que estamos fazendo. No meio do ato, pronunciou-se a Presidenta da República. Sabendo das notícias ao vivo, o povo ironizou o fato de Dilma dizer que “apoiava” as manifestações, ciente de que estava na rua contra ela e os políticos em geral. Ninguém está disposto a ser enganado.

As pessoas estavam felizes, politizadas, radicais – empoderadas! Muitas com a camiseta do Brasil, bandeiras, faixas com reivindicações legítimas e importantes, por dignidade e direitos. Nas janelas, era impressionante o apoio da população. Alguns prédios, mais colados às ruas, chegavam a ter em quase todos os apartamentos gente nas janelas. Todos acenando, muitos vibrando de maneira convicta. Alguns tremulavam a bandeira do Brasil com tanta força e alegria, que quase me levaram – a mim, um internacionalista – às lágrimas. Fiquei, confesso, junto com todo povo, muito feliz. Havia acabado de sair da USP, de um debate importante e interessante promovido pelo PET-Filosofia, mas no qual se refletiu bastante um temor a respeito do rumo que as manifestações têm tomado. Alguns chegaram a defender uma “unidade com o PT contra o fascismo”. Ou mesmo que nos retirássemos das ruas. De maneira alguma! Se é verdade que alguns skinheads e ultra-direitas se infiltram nas manifestações para manipulá-las, mais verdade ainda é que o povo está na rua tomando o destino em suas mãos e exigindo os direitos. De forma espontânea, democrática, radical e absolutamente impressionante. Estamos colocando a classe dominante e todos os governos na defensiva (basta ver o discurso oficial de Dilma hoje), em passeatas pelas ruas do centro e das periferias. Por fim, vou dizer: uma galera ficou animada para ir amanhã na Plenária do Juntos-SP!

Algumas das palavras de ordem entoadas:

“Hoje eu tô feliz/ Eu tô na rua pra mudar o meu país!”
“Brasil, vamos acordar/ O professor vale mais que o Neymar”
“Olha que legal/ É a Zona Leste tomando a Radial!”
“Quem apoia pisca a luz!” (E os apartamentos respondiam lindamente)
“Ei, Globo/ Vai tomar no cu!”
“Ô deputado, ô senador/ Quero te ver com salário de professor!”
“Fora corrupção/ Eu quero meu dinheiro pra saúde e educação”
“Doença é o caralho/ Feliciano, saia do armário!”
“Doutor, eu não me engano/ Filha da puta é o Feliciano”
“Quem não pula tá com a Dilma!”
“O povo unido/ É gente pra caralho!”
“Que coincidência/ Não tem polícia, não tem violência”
“O povo unido/ Jamais será vencido”
“Alckmin, fascista/ você que é terrorista!”
“Da copa eu abro mão/ Eu quero meu dinheiro pra saúde e educação”
“Copa é o caralho/ Educação, saúde e trabalho”

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A solidez do PT se desmancha no ar

É claro que o governo federal está agora perplexo, fazendo uma reunião de crise e de emergência. A massa brasileira que está indignada, nas ruas, recusa total e radicalmente a política como ela é hoje. A grande representação disso, naturalmente, é o governo federal, que agora se reúne quebrando a cabeça para tentar manter a ordem burguesa, da qual são os maiores mantenedores. O PT, que já foi capaz de movimentar a esperança de milhões, hoje governa com a direita, engrossa o saco da farinha podre da política nacional. Sem que tenham havido passeatas pedindo por isso, já estão todos juntos, no poder, ruralistas, capital financeiro, homofóbicos, ex-membros da ARENA. E, agora, esse levante popular multitudinário marca, de maneira abrupta e radical, uma ruptura de massas com o PT. O PT nunca mais conseguirá erguer suas bandeiras com dignidade pelas ruas de São Paulo e do Brasil. Trata-se de um partido que representa a decepção das pessoas com a política. Alguém já parou para pensar, o que significa, por exemplo, a decepção com Haddad para a população de São Paulo? O que era o atual prefeito na propaganda eleitoral e o que é no exercício de seu mandato?

O vigor do movimento de massas, em dias, transforma completamente tudo aquilo que pensávamos ser estável. Onde está a popularidade de mais de 70% da presidência? Onde está o todo poderoso Lula? Porque não resolve, ele, depressa logo toda essa situação? Porque o povo quer que todos se vão. Nada presta. A política e as grandes instituições estão apodrecidas. Não adianta a Globo manipular: o povo, na rua, manda ela “tomar no cu”. Não adianta a polícia travestir-se de respeitosa: todos sabem que a violência só não vem à tona quando não atuam os policiais. 

Uma certeza? O povo está certo: o PT é um partido de traidores. Outra? Estou na rua com esse povo, querendo construir uma alternativa pela positiva. Aprendendo, junto com eles (não me venham dizer que aprendo menos com os milhões do que com os 5 ou 6 mil com quem marchávamos anteriormente), que o PT deve ser superado, assim como o PSDB, DEM, PSD, PPS, PMDB, PC do B e qualquer resquício de ultra-direita que ainda exista no país. Ser radical, absolutamente radical na exigência democrática, agora, é exigir radicalmente o novo, não aceitar nada além do novo e da mudança, da revolução em nossas vidas. Inclusive dentro da esquerda, da política e dos partidos, infelizmente manchados pela traição da antiga esquerda. E assim avançar para que novo seja radicalmente democrático e ligado às pautas históricas do povo e da esquerda (mesmo que não identificado nominalmente com isso). Queremos uma democracia de verdade no Brasil. O método: ocupação das ruas, enfrentamento, desconfiança completa na burguesia e na polícia, já começou correto. Os métodos da esquerda, do poder popular, que apavoram completamente os de cima e os que a eles são subservientes.
Ainda que doa, é necessário dizer: além dos governos e prefeituras, do PT e PSDB, da Globo, da mídia e da burguesia, já se assustam e vão se assustar cada vez mais todos aqueles que, num passado recente, acreditaram ser possível haver “amor” – em SP e em todo Brasil – com as alternativas eleitorais e políticas do Partido dos Trabalhadores. Não é possível. As transformações radicais no Brasil têm de varrer também o PT da política nacional. E a “entrada” dos militantes desse partido na passeata de ontem em São Paulo foi uma provocação explícita.

O novo vem das ruas. Nas ruas completamente tomadas, nas quais muitos erguem bandeiras do Brasil e cantam o hino nacional, como é referência de qualquer mobilização de massas no Brasil. Com muito orgulho e com muito amor, estou convencido a construir uma democracia real já em meu país!

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Juventud Sin Futuro

“Y es que la política en la calle es la mejor política: cuando los ciudadanos recuperan el centro de la ciudad escaparate, cuando todos perdemos el miedo por encima de las contradicciones, cuando las paredes se llenan de ideas, de poemas, de consignas.

Madrid rebelde, Madrid hermosa, Madrid sin miedo.”

Rita Maestre e Carmen Aldama

O livro a que me referi na última postagem, do movimento “Juventud Sin Futuro” (e “sin miedo”), dos indignados da Espanha, está aqui: http://tinyurl.com/mtazezh

livro

Nos tornamos dezenas de milhares em um dia histórico

“São Paulo rebelde, São Paulo bela, São Paulo sem medo”.

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No final do ano passado, num livro da “Juventude Sem Futuro”, da Espanha, li uma frase que me chamou atenção: “Madrid rebelde, Madrid hermosa, Madrid sin miedo”. Era escrita por uma jovem ativista dos indignados que sacudiam a capital do país e ocupavam Puerta del Sol.

Nunca esperei que, em tão pouco tempo, São Paulo se tornaria igualmente rebelde. Igualmente bela. Igualmente com cada vez menos medo. Hoje foi um dia histórico em todo Brasil, e é isso o que devemos ter em mente: fomos 4 mil em Porto Alegre. 10 mil no Rio. No mínimo, 15 mil em São Paulo. A reação fascista dos governos - que têm em Alckmin e no atual Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), seus grandes líderes – demonstra também sua fragilidade. Há muito tempo, talvez há mais de dez anos, a burguesia não era obrigada a lidar com tanta gente na rua. A força da juventude está chacoalhando o Brasil justamente às vésperas de grandes eventos – Copa das Confederações, do Mundo e Olimpíadas – por meio dos quais se almeja alçar o Brasil ao topo do paraíso dos empresários. 20 centavos aqui, 30 acolá, em cada cidade do Brasil, estão se tornando muito mais do que moedas: são o campo de batalha em que podemos vencer e pelo qual já se abre uma nova situação política no país, como no mundo já vemos há quase 5 anos.

O Juntos é parte disso. Parte muito importante. Debaixo de um casaco fedendo a vinagre, me arrepio a cada momento que lembro de cada um de nossos militantes. Mesmo em meio a uma brutal repressão (hoje se comprova que ela vem da polícia e não dos manifestantes), fomos solidários. Coesos. Corajosos. Daqueles que – de onde vem tanta força? – levavam sobre a cabeça os instrumentos da bateria, mesmo em meio a bombas de gás, aos que hasteavam bandeiras para que nosso bloco se mantivesse coeso. Dos que se movimentavam coletiva e solidariamente (muitos distribuindo vinagre e mais vinagre), aos nossos camaradas da linha de frente que “negociavam” com a polícia. Estamos sendo grandes.

A dispersão, o gás, as balas e bombas não são o retrato do dia de hoje. O retrato são 15 mil nas ruas, incríveis, incontroláveis. Espontaneamente cantando palavras de ordem como “São Paulo acordou” e “O povo acordou”. E é verdade. Daqui para frente, podemos virar a maré. Ganhar o sentimento democrático para nós. Demonstrar que a violência vem somente da polícia e de seus chefes – os donos do poder desse país. E que as principais representações políticas da burguesia – PSDB e PT – precisam ser varridas da política nacional. Podemos, e já estamos abrindo uma nova situação no país.

Este será o retrato do dia 13 de junho de 2013. Histórico. Grandioso. E crescerá nossa confiança de que as bombas, os gases e os cassetetes poderão, tão somente, representar a faísca que incendiará o que eles, desesperadamente, buscam apagar. Nos tornando dezenas de milhares, eles não podem nos deter. E nós não vamos diminuir.

Parabéns a tod@s. Rebeldes, bel@s e sem medo.

A juventude está confiante

Hoje, São Paulo parou pelo segundo dia consecutivo. Milhares de jovens indignados tomaram as ruas da cidade. A luta contra o aumento das tarifas – de ônibus, trem e metrô – ganha força e, na próxima terça-feira, 11/06, será muito maior.

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Somos parte de uma luta que acontece em todo país. Ontem, nossa cidade não marchou sozinha: esteve ao lado de Goiânia, Natal e Rio de Janeiro. E, sobretudo, fez agitar o exemplo de Porto Alegre, onde dezenas de milhares puderam, de fato, derrubar o aumento da tarifa. Hoje, a capital gaúcha é um símbolo que, nas ruas, nos motiva (e nos gabinetes amedronta os poderosos).

A crise econômica se avizinha de nosso país. O PIB estaciona e a inflação galopa. Mas o que muda no Brasil não é somente a economia. Vemos mudar a disposição de luta da população, com os jovens na vanguarda. Vemos a diferença que faz vivermos um tempo em que, ao entrar no Facebook, compartilhamos fotos em que milhões de pessoas aparecem nas praças da Turquia; vídeos em que centenas de milhares de chilenos lutam pela educação e enfrentam a polícia; fotos de atos em cidades de todo Brasil, com jovens acuando governos e prefeituras, ao mesmo tempo em que, distante das metrópoles, ergue-se de maneira heroica a luta indígena pelo direito à terra e à vida.

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Estamos em tempos de luta. E um fato é consumado: a juventude está confiante. Os que participaram de outras jornadas contra o aumento da tarifa em São Paulo, e agora participam em 2013, percebem a disposição. Algo simples, mas que faz toda diferença: hoje, quando saímos às ruas, estamos menos sozinhos. Sentimos muito mais chance de vencer. Sabemos que nossa força é o motor das mudanças que precisamos. E nada, absolutamente nada, amedronta mais os de cima do que essa convicção. Por isso, com tamanha rapidez, vemos nas páginas dos jornais e telas de tevês a reação vociferante e manipuladora da mídia, tão a serviço de seus donos.  Mas essa própria distorção acaba por nos motivar ainda mais. Saindo das escolas e universidades direto para as ruas, o jovens de São Paulo querem construir uma outra cidade, à altura de seus sonhos, do tamanho das lutas que vemos no mundo, e com a disposição de lutar, lutar e lutar, até abaixar a tarifa.

Eles é que estão com medo. Nós estamos confiantes. Terça-feira será maior.

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