Brejo da Cruz

“Nas bandas do Brejo da Cruz, criança é nada. Tudo nada. A lua, as estrelas e os pés de maconha seriam nada também, não fossem o troço que dão no Chiquinho e no Toninho e no pai do Chiquinho e no pai do Toninho e em todo mundo que é criança ou já foi criança no Brejo da Cruz. Pode ser muito bom ser nada. E o bom de ser nada, o bom de só se ter sapo pra comer, o bom do nada é que tudo tanto faz, mas normalmente não é muito bom. Tudo, no nada, é vida interior. Poesia isso?”

Recomendo a leitura do conto Lodaçal, de André Sant’anna, no livro “Essa história está diferente – Dez contos para canções de Chico Buarque”, da Companhia das Letras. Lindamente inspirado em Brejo da Cruz, de Chico.

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