Arquivo mensais:janeiro 2014

Beijo gay na tevê

Vejam só: eu não assisto à novela das oito, ainda que já tenha assistido a muitas novelas, e costume gostar. Mas estou aqui pelo Facebook acompanhando um pouco da polêmica sobre o “beijo gay”. Algumas semanas atrás, sentia o clima mais positivo, como se tudo caminhasse naturalmente para que ele finalmente acontecesse. Agora, observando à distância, me parece que mais uma vez ele ficará de lado.

Curioso, fui procurar notícias no google para saber se ele acontecerá de fato ou não, se a decisão da Globo já foi tomada… Sem encontrar uma resposta mais definitiva (alguém me responde?), tudo que pude observar foram várias matérias supostamente de opinião com títulos do tipo: “Fulano (como Antônio Fagundes) não acha importante o beijo gay”, “Ciclano não vê necessidade de beijo gay”. E assim por diante.

Mas, calma aí, cara-pálida: importância? necessidade? Uma ou outra opinião supostamente ponderada, mas preconceituosa, sobre o beijo dos outros? O beijo gay existe por aí, espalhado pelo mundo, alegrando as vidas e unindo pessoas. Também chocando um pouquinho as cabeças mais estreitas. E confesso que não sei o que seria pior: a Globo omitir que os gays (e também as lésbicas) existem, ou retratá-los como costuma fazer, como se fossem aliens, que não beijam, amam e levam uma vida normal. Eu acho mesmo é que, se a Globo não puser dessa vez o beijo gay na tevê, devemos criar aqui no Facebook uma página “beijos para a Globo” (tipo aquela do Feliciano), para inundar o Facebook com aquilo que o plim-plim não nos quer deixar ver e sentir.

Paulo Henrique Amorim

Paulo Henrique Amorim é um governista desavergonhado e vendido. Um desonesto. Um jornalistazinho mequetrefe e pilantra que veicula mentiras a serviço do governo federal. Hoje, o que o separa de figuras como Reinaldo Azevedo ou Diogo Mainardi é tão somente o fato de Amorim ser petista, enquanto os outros são tucanos.

Sua última pérola é classificar, abertamente, os protestos contra a Copa como um “movimento terrorista”. Nas “navalhas” de seu blog (comentários breves feitos após a publicação de uma notícia), o jornalista ainda se pergunta: “onde está o Ministro Zé da Justiça?”, “Cadê a Guarda Nacional de Segurança?”. E eu me perguntaria: é um jornalista petista, “progressista” e que luta contra o “PIG” (Partido da Imprensa Golpista) quem fala, ou será um José Luiz Datena esbravejando, um Paulo Maluf clamando pela ROTA?

Os absurdos de Paulo Henrique Amorim visam preparar o terreno para que o pútrido Senado Brasileiro aprove justamente um projeto que tipifica o “terrorismo” (contra manifestantes), como já vem sendo proposto pelos senadores Marcelo Crivella (PRB), Ana Amélia (PP) e Walter Pinheiro (PT).

A verdade é que Paulo Henrique Amorim mereceria ser recebido pela porta da frente no tão difamado “PIG” de seus opositores — gente suja igual a si próprio.

Navalha

Fabrício Proteus Nunes Fonseca Mendonça Chavez

Ele tem 22 anos, como eu e muitos de vocês. É estudante ETEC Getúlio Vargas. E neste momento está em coma por ter sido covardemente baleado por PMs na brutal repressão ao ato contra a Copa, no sábado. Um tiro no peito e outro na virilha. Minutos e mais minutos até ser levado ao hospital. E desses bandidos fardados, a Polícia, a justificativa é uma verdadeira afronta a todos nós: Fabrício possuía um estilete e “resistiu” à prisão. Como assim?! Um estilete versus dois tiros? Quem são esses bandidos que estavam sem identificação no momento desse absurdo? O que passa pela cabeça do chefe dessa Polícia, o governador do Estado, que hoje justifica as ações na imprensa? Daqui a pouco, é possível que a PM de São Paulo promova extermínios em massa contra crianças que portem estilingues nas praças! É ultrajante!

128 pessoas foram presas no ato de sábado. De todos os perfis, idades e profissões. Poderíamos ser eu, você, seu amigo, nosso parente. E o que as une é algo muito simples, que jamais pode ser tratado com base no porrete: protestar na rua contra as injustiças, em especial as várias promovidas pela Copa. E a Polícia e o governo, mais uma vez, cometem “exageros”. O que eu quero é ver cada um dos tiros que atingiu Fabrício saindo pela culatra desses pilantras!

“Fabrício é um cara calmo, que começou a ir às ruas em junho, por achar errado aumentarem a tarifa do transporte”, disse Gabriel, seu irmão. Somos todos Fabrício.

O que pensa o novo reitor sobre a USP-Leste?

O especial da Folha de hoje sobre os 80 anos da USP se esforça em afirmar uma visão de “grande universidade”, espaço dos privilegiados e da excelência. Nas visões expressas no jornal, a USP precisa avançar no “empreendedorismo” (ó palavrinha capciosa!) e nos rankings mundiais, livrando-se para isso, possivelmente, de alguns alunos extras, gente que está sobrando, possivelmente até de alguns cursos ou currículos. No meio de várias reportagens – todas, para mim, bem planejadas -, surge também a entrevista do novo reitor. Ainda despretensiosa, sem dar muitas dicas. Marco Antonio Zago, eleito como surpresa (não era da chapa de Rodas) e como esperança de renovação (ainda que ele e seu vice tenham sido pró-reitores de Rodas). Supostamente, um “apaziguador”. Entretanto, já começa cutucando o movimento estudantil, dizendo que a reivindicação por eleições diretas, no ano passado, não representou a massa dos estudantes.

Na minha opinião, Zago possivelmente pretenda deixar de lado o pior do estilo Rodas de governar – ou, antes, de impor medidas de modo indisfarçadamente autoritário – para que melhor possa avançar nos projetos típicos de elitização, proximidade com o mercado e produtivismo da burocracia universitária. Seu principal discurso de campanha, não à toa, são as graduações, os currículos, a “modernização”, a revisão do acesso e uma série de temas que vira e mexe reaparecem na USP. É claro que tudo isso, em seu palavrório, vem revestido com o verniz da “qualidade”, de melhorar os cursos que são de “todos nós”. Melhorar a qualidade, aprimorar o currículo, aproximar a universidade da sociedade – pautas como essas, se realizadas de maneira efetiva, sem dúvida são dos estudantes. E há muito tempo. Mas serão de fato da reitora? É muito improvável.

Se pudermos nos ater num aspecto concreto, seria interessante perguntar: se a graduação é a grande bandeira de nosso novo reitor, o que pensará ele sobre o caos na EACH? A USP-Leste que, em 2011, sob o pretexto da modernização e da revisão de currículos, esteve sob risco de ter quase 1/3 de suas vagas cortadas, 2 cursos simplesmente extintos, e agora está desalojada pela contaminação do campus? Será um caso importante para o novo reitor ou estará a EACH no departamento de coisas “supérfluas” da USP?

Marco Antônio Zago - São Paulo - 15/01/2014

#VaiTerAto

Nos últimos dias, o governo federal e sua militância na internet iniciaram uma ofensiva em defesa da Copa do Mundo no Brasil. Entre as iniciativas, chamam atenção diversas imagens no Facebook com a hashtag #VaiTerCopa. Até mesmo a página oficial da presidenta Dilma compartilhou este conteúdo, ainda o complementando com a descrição: “Líquido e certo. Uma boa semana para todos que torcem pelo Brasil.”

brasil

Dois aspectos em particular me martelaram a cabeça quando vi isso. Primeiramente, a defensiva política do governo. Haver Copa no Brasil, supostamente, não é algo que se questione. Isso já foi decidido pela FIFA e pelo governo há alguns anos. O PT se ver obrigado a reafirmar isso em forma de campanha política significa um reconhecimento relevante dos movimentos de rua que questionam a Copa do Mundo no Brasil. E, é claro, um medo em relação a eles.

O segundo elemento que me chamou atenção foi a dose (já não incomum entre petistas) de autoritarismo na afirmação. Por trás da hashtag #VaiTerCopa, podemos ler: #VamosPassarOTrator. Ou seja, o PT fará a Copa custe o que custar. E, o que isso custa, já sabemos. A Copa do Mundo no Brasil é um pretexto para os negócios capitalistas. Com o megaevento e as exigências da FIFA, cria-se uma demanda por gigantescas obras em estádios e infraestrutura (sendo a maioria de nenhum interesse social), dezenas de milhares de famílias são removidas de seus locais de moradia e, ainda, cria-se um verdadeiro “Estado de exceção” para reprimir todo e qualquer movimento social contestatório.

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Para mim, um dos elementos mais fabulosos de junho de 2013 foi o questionamento da Copa do Mundo. Antes de junho, isso não era para nada óbvio. E muito menos no Brasil, com toda carga ideológica que nos têm o futebol e a festividade. Lembro-me, por exemplo, de ter um certo “desânimo militante” no final de 2010, quando o projeto “lulista” estava no auge de sua aprovação e legitimidade, reelegendo Dilma e se autoproclamando o suprassumo do melhor projeto político para o país. Naquele momento, certo dia me peguei pensando: “Minha nossa, e ainda vai vir a Copa…” Pensamento que, evidentemente, complementei: “E imagina se o Brasil ganhar!”.

Tudo parecia muito estável, mas junho destruiu. Ou melhor: destruiu a estabilidade dos de cima para construir a consciência do povo: a Copa não vem para beneficiar todos.

Particularmente, não acho que a palavra de ordem #NãoVaiTerCopa seja a mais adequada para se trabalhar nas ruas e dialogar com a massa da sociedade, ainda que muitos companheiros a estejam legitimamente levantando. Além de se tratar de uma missão deveras difícil (impedir a realização de uma Copa do Mundo), penso assim por dois motivos: primeiramente, pois nosso objetivo principal não é impedir a realização da Copa. Aliás, não foi isso, exatamente, que junho entoou em uníssono. Quando dizíamos “Da Copa eu abro mão, quero dinheiro para saúde e educação” ou “Baixa a tarifa e bota na conta da FIFA”, estávamos dizendo que existem muitas coisas (os nossos direitos!) mais importantes do que a Copa. E que podemos inclusive abrir mão desta em nome daqueles.

Além disso, acredito que a Copa do Mundo seja vista por milhões de pessoas como um momento de lazer importante, ao qual não me oponho. Não há dúvida de que para um trabalhador, para uma criança, para a massa da sociedade, o estado de anormalidade e de festa de uma Copa do Mundo contagia. Anima a gente. E acho difícil que seja diferente neste ano. Por isso, acredito que o que se trata é de criticar esta Copa, paraíso dos governos e grandes capitalistas. Dizendo isso, me espelho no jornalista Juca Kfouri. Em muitas palestras que vi dele sobre o tema, o início de sua fala era sempre o mesmo: “Se vocês querem ouvir alguém que fale contra uma Copa do Mundo, vocês chamaram a pessoa errada. Eu adoro Copa e futebol!”. Na sequência, entretanto, Juca Kfouri sempre “metia o pau” na Copa do Mundo do Brasil, do início ao fim! Em tudo, com as mais ferozes das críticas! Os posicionamentos não são contraditórios.

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Por fim, quero fazer uma observação. Entre as palavras de ordem #NãoVaiTerCopa e #VaiTerCopa, é evidente que fico com a primeira! Além de ali estarem meus aliados, é ela quem expressa a justa revolta contra um evento que mói o povo pobre de um país em benefício dos empresários e corruptos do mundo.

Entretanto, me parece que, mais do que a disputa entre essas duas palavras, o correto talvez seja enunciar o óbvio: seguirão acontecendo mobilizações em defesa dos direitos do povo e contra os benefícios daqueles que fazem a farra com a Copa.

Em junho de 2013, o povo brasileiro definitivamente acordou. Ainda que goste muito de futebol e de torcer pela seleção, não acredita mais nas mentiras sobre os supostos benefícios da Copa do Mundo no Brasil. Pelo contrário, sente na pele e vê com os olhos todos os dias as injustiças e atrocidades praticadas. O que o governo federal verdadeiramente quer é zelar pelos interesses capitalistas. Em 2014, estejamos certos, garantir a Copa do Mundo deles é muito mais importante, para Dilma, do que investir em saúde e educação, como quer o povo. E, como se não bastasse, a presidenta ainda articula o pior da repressão contra todos que se levantam e vão para as ruas.

Mas, também em junho, aprendemos que a repressão não é capaz de nos calar. Contra o autoritarismo da presidenta, vamos cada vez mais dizer: #VaiTerAto. Muito ato. É assim que a gente torce pelo Brasil.

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O propinoduto é dos tucanos

É impressionante o talento que tem a Folha para, todos os dias, noticiar o escândalo do metrô em São Paulo, mas sempre distanciar o leitor da conclusão política óbvia que se deve tirar com o tema: a culpa do governo Alckmin. Melhor: a culpa dos sucessivos governos do PSDB em São Paulo, inclusive os de Alckmin, que foram e são um paraíso para as grandes empresas e os grandes empresários do Brasil e do mundo, à custa dos métodos preferidos de toda essa gente: a negociata e a corrupção.

Nas notícias diárias da Folha, o caso é quase ininteligível. Uma história toda fragmentada e sem “donos”. Ou simplesmente um dado da realidade. As manchetes costumam tratar em abstrato de “investigações”, nome de empresas poderosas e cifras milionárias, sem estabelecer julgamentos. Só uma hecatombe é capaz de levar a sigla PSDB ou o nome de Alckmin para as letras garrafais. Pelo contrário, o nome de Alckmin aparece somente em notícias menores, subsidiárias às principais. São quase notas de rodapé com as declarações de nosso governador — sujeito austero e imparcial, sempre com o controle da situação — sobre “suspeitas” e “investigações”, nas quais, é claro, caso algo seja comprovado, o prejudicado maior será o próprio “Estado”.

É por trás de um contorcionismo impossível que o governo tenta se esconder, com o suporte indispensável da imprensa, fingindo que não tem nada a ver com a história. Tentam, juntos, nos convencer de uma estranha hipótese de existência de suborno sem subornados.

Para desconstruir a ladainha esdrúxula,  um exercício é interessante. Consulte no Houaiss a palavra propina. Certamente, você encontrará a seguinte descrição: “quantia que se oferece ou paga a alguém para induzi-lo a praticar atos ilícitos; suborno”. E, então, eu pergunto: existe propina dada, mas não recebida? Existe propina em abstrato? Ou será que os bois na história da corrupção em São Paulo têm mais nomes do que nos parece ao ler a Folha de São Paulo? Aloysio Nunes, José Aníbal, Andrea Matarazzo, Geraldo Alckmin, José Serra e até mesmo o inatingível Mário Covas: são estes apenas alguns dos tucanos que “prejudicam o Estado” — Alckmin tem razão, de fato. É essa gente que recebe a propina, ou permite que ela seja recebida. É essa gente que permite e promove a ingerência promíscua dos negócios privados na esfera pública — paraíso do capitalismo. Canalhas que promovem a eterna parceria entre governo e grandes empresas para, juntos, sugar o dinheiro do povo e não investir nos nossos direitos.

Geraldo Alckmin no ABC Santo Andre governador 065

Padura entre o passado e o futuro da revolução

Concluí, ontem, a leitura de “O homem que amava os cachorros”, do cubano Leonardo Padura. O romance, muito bem assentado nos fatos históricos, especialmente no que se refere à vida de Trotski – Padura é um leitor declarado de Deutscher -, tem uma narrativa envolvente, que faz as centenas de páginas passarem como se fossem muito menos. Fica para saudáveis discussões a interpretação do papel de Ramón Mercader, quem, para Padura, esteve condenado a uma lógica infernal da qual não havia escapatória. É como se homem e história estivessem ligados por um redemoinho de ferro, cuja consequência unívoca só poderia ser o encontro sangrento em Coyoacán. Vale, por outro lado, a corajosa construção de Iván, vivendo entre as vicissitudes de Cuba e as ruínas de um futuro que não houve ou não poderia, por uma série de motivos, ter havido.

A grande virtude desta tradução feita pela Boitempo é a possibilidade de tornar acessível e trazer novamente ao debate a grande derrota histórica para os trabalhadores e os povos de todo o mundo que significou o stalinismo. O assassinato de Trotski, um dos crimes mais vis cometidos a mando do “Pai dos Povos”, é como uma síntese trágica da derrota e da liquidação da velha geração bolchevique. Mais do que isso, a síntese da perversão e da desmoralização, para milhões ao redor do mundo, do socialismo como horizonte de ruptura e transformação desta ordem. Aliás, ainda hoje, quando vivenciamos as dificuldades de construção de alternativas políticas do povo e dos trabalhadores em todo o mundo, num contexto de ascenso das lutas em diversos países, continuamos pagando por isto. É bom acompanhar os debates e o crescente interesse que a obra tem trazido ao menos a uma parcela da vanguarda lutadora brasileira. A percepção e o reconhecimento da história são permanentemente modificados à luz do presente. Novas revoluções certamente farão com que gigantes como Lênin e Trotski sejam vistos, lidos e lembrados de outra forma. Parte de nosso futuro como lutadores, também por isto, precisa fazer o acerto de contas com este passado.

Trotsky_militant

Boris Casoy no lugar de Boechat na apresentação do Jornal da Band

Boris Casoy no lugar de Boechat na apresentação do Jornal da Band. Em poucos minutos, o âncora já elabora dois comentários bem ao estilo “isso é uma vergonha”: são julgamentos sobre “drogas”, “tráfico”, “bandidos” e “omissão dos governos”.

Em seguida, para o meu já fraco coração, chamam uma reportagem sobre a USP. Segundo dia de FUVEST. Apesar (sublinhe-se o advérbio) das “greves, protestos e queda de qualidade”, a USP segue sendo uma das universidades mais almejadas do Brasil. Já na abertura da reportagem, é apresentada uma das relações mais canalhas que jamais poderia ser estabelecida: a queda da USP nos rankings mundiais (aliás, como se estes fossem grandes coisas) com a greve e a ocupação que aconteceram no ano passado. Mentira e canalhice.

Recheando a reportagem, na seleção “”"imparcial”"” de entrevistados, consta um lindo (sublinhe-se, apesar de tudo, o adjetivo) menino, de sotaque bem elite-paulistana, olhos azuis que jamais fitam a câmera, falando de “professores de primeira” e da importantíssima “presença da iniciativa privada”. Uma mãe e uma filha negras dão um cheirinho de 2 segundos em meio a umas 500 imagens de pais e filhos brancos nas portas dos locais de prova da FUVEST.

Ao final da reportagem, meu único alívio for Boris Casoy ter olhado para a câmera e… Chamado a próxima reportagem. Nem todo mundo tem a coragem daquela tal Rachel Sheherazade a todo momento… De minha parte, estou ainda recuperando o fôlego. Já já, vou assistir ao Jornal Nacional, pois eu gosto de telejornal.