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Casamento lésbico

As lésbicas e os gays também têm direito aos melodramas de Manoel Carlos, às cenas e aos cenários bregas de seus enredos. Mulheres podem se casar com mulheres, e homens podem se casar com homens. Interpreto a cena da novela da Rede Globo de ontem como uma pequena revolução. Não concedida. Conquistada. E conquistada para exibição aos olhos de milhões de brasileiras e brasileiros – dos vovôs mais atrasados às netas mais progressivas; dos fundamentalistas derrotados aos militantes regozijados. Assunto, agora, para ser discutido na mesa do almoço e do jantar. Para arrebentar cada vez mais as portas dos armários e permitir a todos que sejamos nós mesmos, amando quem e como quisermos. Viva Clara e Marina!

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Beijo gay na tevê

Vejam só: eu não assisto à novela das oito, ainda que já tenha assistido a muitas novelas, e costume gostar. Mas estou aqui pelo Facebook acompanhando um pouco da polêmica sobre o “beijo gay”. Algumas semanas atrás, sentia o clima mais positivo, como se tudo caminhasse naturalmente para que ele finalmente acontecesse. Agora, observando à distância, me parece que mais uma vez ele ficará de lado.

Curioso, fui procurar notícias no google para saber se ele acontecerá de fato ou não, se a decisão da Globo já foi tomada… Sem encontrar uma resposta mais definitiva (alguém me responde?), tudo que pude observar foram várias matérias supostamente de opinião com títulos do tipo: “Fulano (como Antônio Fagundes) não acha importante o beijo gay”, “Ciclano não vê necessidade de beijo gay”. E assim por diante.

Mas, calma aí, cara-pálida: importância? necessidade? Uma ou outra opinião supostamente ponderada, mas preconceituosa, sobre o beijo dos outros? O beijo gay existe por aí, espalhado pelo mundo, alegrando as vidas e unindo pessoas. Também chocando um pouquinho as cabeças mais estreitas. E confesso que não sei o que seria pior: a Globo omitir que os gays (e também as lésbicas) existem, ou retratá-los como costuma fazer, como se fossem aliens, que não beijam, amam e levam uma vida normal. Eu acho mesmo é que, se a Globo não puser dessa vez o beijo gay na tevê, devemos criar aqui no Facebook uma página “beijos para a Globo” (tipo aquela do Feliciano), para inundar o Facebook com aquilo que o plim-plim não nos quer deixar ver e sentir.